Rampa do Estaleiro


Acessibilidade e ciência
Agosto 27, 2008, 9:14 am
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São muitos os motivos que nos levam a falar da afirmação do título deste post. Antes de mais, é necessário explicar o que entendemos por acessibilidade. De forma geral foi adoptada a designação de que acessibilidade é inclusão, uma mesma oportunidade de acesso aos diferentes bens. Não se pretende entrar pela via da acessibilidade web ou mesmo sobre a acessibilidade das estruturas. Hoje falamos de acessibilidade de informação.

Acessibilidade

Acessibilidade

Dessa forma, promover a acessibilidade é promover a inclusão. Chegámos ao ponto “X” da temática aqui abordada.

É já “velha” a ideia de que a investigação e outras actividades semelhantes só constituem algum interesse para aqueles que nessas áreas trabalham.
Será que essa ideia ainda hoje é válida hoje em dia?

O público, de forma geral (ainda que seja perigoso generalizar), interessa-se pela investigação científica e por alguns dos seus resultados. Certo é que não deseja saber os pormenores desta ou aquela enzima ou proteína, tal como se espera que um investigador da área se interesse. Porém, deseja saber de que forma esta enzima ou proteína pode afectar a sua vida, o seu dia-a-dia.

Mas a questão é sobre o acesso à ciência. Meios de comunicação social, blogs, projectos de comunicação de ciência, todos eles ajudam a levar o conhecimento científico a um público mais abrangente e diversificado. Contudo, não são raros os casos em que a comunicação não é eficaz, uma comunicação que não suscita qualquer interesse naquele que seria o público-alvo dessa comunicação.

Então, é necessário saber comunicar correctamente. Comunicar não é só dizer o que se quer, da forma que se quer. Isto é válido para todos os intervenientes no processo comunicativo. Concordam?

E por outro lado, concordam que deve cair o mito de que comunicar para o público em geral é baixar demasiado a fasquia. Muito pelo contrário. Se uma mensagem, dirigida ao público em geral, usa e abusa de termos científicos e não estabelece qualquer ligação ao dia-a-dia das pessoas, será essa mensagem eficaz? Será acessível? Terá sido feito o esforço de dirigir a mensagem ao público-alvo, se esse público não forem investigadores?

Ficam algumas questões no ar para responderem..
É realmente importante haver comunicação de ciência?
Que essa comunicação, a existir, seja bem estruturada de forma a atingir o target?
De que forma se pode atingir essa meta?
O que devem/podem fazer os espectadores, os comunicadores e os investigadores?

Comentem, participem, digam o que vos passa pela mente sem medos e sem vergonha.

Mergulhem na ciência!
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Cientista português mais citado em todo o mundo
Agosto 5, 2008, 12:07 pm
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O Público publicou hoje que o físico Carlos Fiolhais é o cientista português com o artigo mais citado em todo o mundo.

Carlos Fiolhais é investigador da Universidade de Coimbra é co-autor, com o físico John Perdew, de um artigo publicado em 1992 na revista “Physical Review B”.

Carlos Fiolhais

Carlos Fiolhais

O artigo  “Atoms, Molecules, Solids, and Surfaces: Applications of the Generalized Gradient Approximation for Exchange and Correlation” apresenta uma fórmula inovadora que descreve a energia de um sistema electrónico e tem mais de 5600 citações.

De acordo com a base de dados Web of Science do Institute for Scientific Information, empresa norte-americana que regista as publicações científicas e o seu impacto, é o artigo português com maior impacto na ciência mundial.

Uma prova de que a ciência portuguesa também pode sar cartas.

Mergulhem na ciência!

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Asustador ou fruto dos tempos?
Agosto 1, 2008, 3:08 pm
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Bases de dados

Notícia

No Jornal de Notícias do dia 6 de Julho deste ano foi impressa esta “breve”.
Será que nos devemos preocupar? É algo natural, inevitável mesmo?
Vale a pena meditar sobre este assunto…
Fiquem com a notícia:

Mergulhem na Ciência
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